ABAPA, FUNDAÇÃO SOLIDARIDAD E INSTITUTO C&A PROPÕE PROGRAMA DE PRODUÇÃO DE ALGODÃO SUSTENTÁVEL NO SUDOESTE BAIANO

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“Esses projetos vêm como uma esperança para a nossa gente. De repente um dia consigamos voltar a ter uma grande produção de algodão, como era antes”, disse o pequeno produtor rural, Aleci Rodrigues Rocha, que mora no povoado de Canabrava, em Malhada, no evento que marcou a parceria entre a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação Solidaridad e Instituto C&A. O programa de Produção de Algodão Sustentável para Agricultura Familiar no Semiárido, criado pelas organizações, visa aumentar e diversificar a renda dos produtores, com plano de ação de longo prazo que envolve toda a cadeia do setor na ampliação da produção e consumo de algodão sustentável. A oficialização da parceria com a Abapa, aconteceu no dia 25 de agosto, no povoado de Canabrava, no município de Malhada, região sudoeste da Bahia.

Durante o evento, os representantes das entidades, o diretor executivo da Abapa, Lidervan Morais e o gerente de projetos da Fundação Solidaridad, Harry Van Der Vliet, assinaram o Contrato de Cooperação, que consta ações como cadastro de produtores, engajamento de mulheres para posterior formação do Grupo Mulheres do Campo, suporte em capacitações, suporte e capacitação para instalações de unidades demonstrativas de Boas Práticas de Produção e Boas Práticas de Irrigação para servir de referência para os demais produtores, dentre outras ações.

O programa conta com recursos provenientes do Instituto C&A, que colaborou na elaboração das ações. “O Instituto busca parcerias com entidades e atores sociais, para investir em projetos que estão alinhados com sua missão de transformar a indústria da moda. Por meio da Fundação Solidaridad chegamos até essa região, e hoje estamos aqui com muita satisfação para celebrar esse momento importante, que conta com o apoio da Abapa, poder público e outras instituições da região. Esperamos que esse projeto possa beneficiar a vida, principalmente, dos produtores de algodão da região” disse a assessora do Instituto C&A, Alais Ávila.

Durante o evento, o conselheiro da Abapa e produtor, Luís Carlos Fernandes, também falou da trajetória do algodão na região. “Uma das metas da Abapa, é trazer tecnologia para ela ser empregada no campo. O maior desafio do produtor é produzir cada vez mais, em uma área cada vez menor. Sabemos da história da nossa região na produção de algodão, quando chegamos a plantar mais de 300 mil hectares. Todos nós, produtores da região sabemos plantar algodão, infelizmente, por motivos econômicos, muitos não tiveram mais condições de continuar. Que esse projeto continue incentivando esses pequenos produtores a se manterem na cotonicultura ”, disse Luís.

Na oportunidade, o diretor executivo da Abapa, Lidervan Morais, apresentou as ações da entidade, em prol da cotonicultura no estado e falou sobre a atuação da Abapa, na região sudoeste. “A Abapa já mantém alguns projetos no sudoeste, como a implantação de Kits de Irrigação Complementar nas lavouras de algodão. Essa parceria veio fortalecer as nossas ações em buscar de um sistema de produção que possa dar sustentabilidade à agricultura na região”, disse

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O Programa

“Além de desafios comuns a outras áreas agrícolas, como o êxodo dos jovens e a baixa rentabilidade da atividade, os produtores familiares precisam também se adaptar à uma caraterística própria do semiárido: a seca, que tem se intensificado na última década nessa região. Com o objetivo de desenvolver um modelo sustentável e mais rentável para esses produtores, a Fundação Solidaridad, a Abapa e o Instituto C&A elaboraram esse programa que propõe um conjunto de ações a serem desenvolvidas por diversos atores da cadeia de produção, além do setor público, de forma paralela e complementar, capazes de gerar uma mudança mais duradoura na região”, disse Harry Van Der Vliet.

Outro aspecto do programa é a atenção dada ao fortalecimento das mulheres nas regiões abrangidas, sendo que todas as capacitações promoverão a isonomia entre homens e mulheres no campo e a divisão de tarefas.

Breve histórico de atuação da Solidaridad

A Fundação Solidaridad foi fundada nos anos 1970 e é uma rede internacional com nove Centros Regionais e atuação em 45 países desenvolvendo cadeias de produção sustentáveis em parceria com produtores, traders, empresas e consumidores. A Solidaridad trabalha em 13 cadeias de produção: café, chá, cacau, frutas, algodão, têxteis, soja, óleo de palma, cana de açúcar, ouro, pecuária, aquicultura e biocombustíveis. Instituição líder na criação e disseminação de padrões de certificação (Max Havelaar, FLO, UTZ Certified), é membro fundador e ativo das mesas redondas de soja (RTRS), óleo de palma (RSPO), cana-de-açúcar (Bonsucro), GRSB (pecuária) e algodão (BCI). Também fundador de iniciativas que se transformaram em empresas de produtos sustentáveis, como AgroFair, Kuyichi fashion e Made-By (fashion).

A Fundação Solidaridad tem longa tradição de trabalhar nos setores de algodão e têxtil. Desde os anos 1990, promove a certificação fairtrade em países da África e Ásia. Em 2005, participou da criação da Better Cotton Initiative, tornando-se um dos membros do board e apoiando a implementação do sistema na Índia e na África.

Instituto C&A

O Instituto C&A foi criado em 1991, com o objetivo de planejar, gerenciar e executar a política de investimento social da C&A. A partir de 2016, a organização se integra à C&A Foundation, organização com sede na Suíça e que coordena o investimento social de todos os institutos e fundações que levam o nome da C&A no mundo.
Por acreditar que a moda pode ser uma força para o bem comum, atua na promoção de uma indústria da moda mais justa e sustentável no mundo, que beneficie o meio ambiente, os trabalhadores desse setor e suas famílias. Diante disso, suas ações são focadas em três programas: Incentivo ao Algodão Sustentável, Melhores Condições de Trabalho e Combate ao Trabalho Forçado e Trabalho Infantil. Além disso, trabalha o engajamento como um tema transversal aos demais e que busca mobilizar os funcionários da C&A e a sociedade para a mudança.

Com informações Ascom Solidaridad e Instituto C&A
Assessoria de Comunicação

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