AGENTES MUDAM LINHA DE INVESTIGAÇÃO SOBRE SUPOSTA ADOÇÃO DE RECÉM – NASCIDO DE ADRIANA

Os resultados das primeiras investigações em torno do desaparecimento da recém-nascida de Adriana Barbosa Marques, de 24 anos, supostamente doada pela mãe, de forma ilegal, estimulam os agentes investigadores da 1ª Delegacia de Barreiras traçarem uma nova linha de investigação para o caso. O S.I. suspeita que o nome de “Suely Silva” informado por Adriana, como sendo mãe adotiva do bebê, com quem diz que manteve contatos telefônicos, não existe.

Ao conversar com nossa reportagem por telefone, o agente de polícia Washington Fialho declarou que não conseguiu localizar o endereço de Suely fornecido pela mãe biológica da criança, nem manter contato telefônico por meio do possível número dela, antes informado por Adriana. Os investigadores também conversaram com a enfermeira Tatiana dos Santos Sales, que foi apontada por Adriana como intermediadora do processo de adoção e concluíram que as declarações podem ser falsas. “Para tirar tais conclusões, fizemos confrontações de horários e outros dados informados por ela e ouvimos pessoas para confirmar o local onde a enfermeira se encontrava no dia da adoção”, revelou.

A mulher identificada por “Jana”, uma das pessoas apontadas por Adriana como suspeita de envolvimento no desaparecimento do bebê, compareceu espontaneamente ao complexo policial de Barreiras na tarde de segunda-feira (04), onde esclareceu ao delegado José Romero que teve apenas um diálogo informal pelo whatsapp com a mãe da criança, a quem conheceu na porta do hospital.

De acordo com o delegado, Jana ficou preocupada com a situação da neném e da mãe, que falou do seu estado de saúde e da falta de leite e roupas para a criança, entretanto ofereceu ajuda, em seguida passou o número do seu telefone para ela. A mesma não confirmou troca de diálogo pelo facebook, como também foi dito pela mãe biológica.

Ainda segundo declarações policiais, a jovem revelou aos seus familiares que escondeu a gravidez, porque o pai da criança é um homem comprometido. “Esperamos que essa criança esteja com vida. As buscas têm sido constantes. Hoje vamos retornar ao apartamento dela no Recanto dos Pássaros com intuito de colher mais informações úteis para apuração do fato”, concluiu Fialho.

Início das investigações

Parentes de Adriana procuraram a delegacia de Barreiras no sábado (30/05/2018), onde registraram Boletim de Ocorrência e pediram ajuda à Polícia Civil, com objetivo de localizar a recém-nascida que teria sido doada no dia 24 de maio de 2018, assim que a mãe saiu do Hospital do Oeste, onde deu a luz.

Ela escondeu a barriga durante os nove meses de gestação e até mesmo o nascimento do bebê. O eletricista Gilvan Barbosa da Guarda diz que descobriu o parto de sua sobrinha, ao encontrar com uma enfermeira do hospital, a qual perguntou sobre o estado de saúde da mãe e da filha. “A enfermeira é nossa amiga e acompanhou o nascimento da criança no HO”.

Surpreso com a notícia, ele alega que a procurou imediatamente para questionar o local onde estava a neném e por qual motivo havia escondido a gravidez.

Ressalta que ela confessou a doação ilegal para sua vizinha de apartamento, Suely Silva, residente no bairro Recanto dos Pássaros.

Outras informações no link

Alô Alô Salomão