ANÁLISE DAS ÁGUAS DO RIO BOM JESUS NÃO DETECTA POLUIÇÃO CAUSADA POR AGROTÓXICOS OU PESTICIDAS

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Equipe do INEMA realizando coleta de material para pesquisa laboratorial

Após receber denúncias de uma possível contaminação das águas do Rio Bom Jesus, causada por agrotóxicos utilizados em áreas de produção rural na “boca dos gerais”, uma equipe de pesquisa do INEMA – Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos veio de Salvador – BA verificar o caso. A denúncia chegou ao órgão por meio de uma carta da senhora Ivone dos Santos, moradora da comunidade de Deserto, município de Riachão das Neves, oeste da Bahia, endereçada a equipe de jornalismo do programa “Ligação Direta” da Rádio Vale AM 600.

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Visão aérea do Rio Bom Jesus

Ela questionava que adultos e crianças ficaram febris e cheios de caroços (eczemas) na pele, depois de tomarem banho no rio, nas comunidades ribeirinhas de Guará, Pajeú, Deserto e outras onde provavelmente teria ocorrido a infecção da água, a qual estava amarelada e com forte odor.

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Rômulo Reis da Silva Chaves

Segundo o Coordenador Geral Interino do INEMA de Barreiras, Rômulo Reis da Silva Chaves, os resultados dos exames laboratoriais analisados em Salvador, não confirmaram as suspeitas de contágio por agrotóxicos ou pesticidas. No entanto, não soube nos responder se a demora na coleta de amostras dos exames teria influenciado de alguma forma nos resultados.

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O mesmo não descarta a possibilidade de poluição causada por dejetos humanos e de outros animais, além de produtos resultantes de matérias orgânicas animais e vegetais, existentes no solo, transportadas pelas águas das chuvas em direção ao curso do rio.

Quanto à coloração da água, Rômulo ressaltou que pode ser consequência do assoreamento causado pelos 260 milímetros de chuvas que caíram naquela região. “Percebemos que há muita argila na ‘cabeceira’ do rio, portanto, isso fluentemente pode ter mudado à cor da água”, finalizou.

“Durante dez dias de operação sobrevoamos de helicóptero as comunidades banhadas pelo Bom Jesus, entre Guará e Pajeú, município de Riachão das Neves e coletamos material para análises laboratoriais em três pontos distintos do rio, dentre eles, a nascente ”, esclareceu Rômulo.

O coordenador garantiu não haver risco de utilização da água atualmente, até mesmo para consumo, desde que esteja filtrada ou fervida.

Alô Alô Salomão

 

 

BRADESCO