BARREIRAS DESPEDE-SE DO PROFESSOR OSMAR BEZERRA

 

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O presidente do clube ABCD, OSMAR NILO DE JESUS LIMA BEZERRA morreu aos 89 anos, na madrugada de domingo, 09, por volta das 03h 00. O velório acontece no clube ABCD e o sepultamento nesta segunda-feira, 10.

Era aposentado do Banco do Banco do Brasil e graduado em Educação Física, nascido em Caxias no Maranhão em 25 de setembro de 1926, contabilista, professor de Educação Física formado pela Universidade do Brasil no Rio de Janeiro e escritor, Osmar Nilo de Jesus Lima Bezerra chegou a Barreiras no início de 1950. A convite de José Seabra de Lemos, que fundou em 1948 o Ginásio Padre Vieira, trabalhou como professor, secretário e fundou o time de futebol do ginásio. Em Barreiras se casou e teve cinco filhos, dos quais, dois são falecidos. Tinha dezesseis netos e seis bisnetos. Foi um dos fundadores da Associação Barreirense de Cultura e Desportos (ABCD), do qual era presidente. Aos 87 anos ele nunca teve vícios, praticava exercícios físicos e intitulava-se “ícone” dos idosos barreirenses.

Veja entrevista concedida por ele a Revista A

Osmar Bezerra

Como era Barreiras quando o senhor chegou aqui?

A minha história mesmo, é que eu era especializado em ginástica acrobática, luta e dança. Eu estudava de manhã, trabalhava como contabilista a tarde, e a noite ia trabalhar em escola. Quando vi já tinha 80 anos. Sempre fui muito envolvido e não vi o tempo passar. Barreiras quando cheguei aqui em 1950 para trabalhar no Ginásio Pe. Vieira, a convite de José Seabra, não tinha nada. A cidade era pequena, não tinha rua calçada, não tinha água encanada, as pessoas pegavam água no rio. No ginásio fui ser secretário, professor de educação física e não podia merecer muito porque só tinha duas turmas. Faltava professor de matemática, fui ser professor de matemática com um contrato de 20 cruzeiros que não recebia. Faltava professor de ciências e fui também ser professor de ciências. Como secretário arrumava as folhas dos alunos, porque não tinha computador e cada folha tinha a frequência e notas dos alunos. Acabei brigando com muita gente porque achava que eu era novo, forte e tinha muita razão e não tinha satisfação a dar ninguém. Mas aí não dava dinheiro. Sempre fui aventureiro e muito corajoso. Aí eu fui trabalhar no Banco do Brasil e quando vi já era gerente. Consegui ganhar dinheiro para o banco por meio de terceiros, pois o banco era deficitário. Eu aceitei o desafio e consegui dentro de dois semestres levantar o banco. Então foi isso que consegui fazer de grande.

Existe algum fato interessante que o senhor mais se lembra e que marcou a história de Barreiras?

O grande acontecimento aqui em Barreiras naquela época, eram quando os navios de longe iam chegando e começavam a apitar. As pessoas ouviam e iam correndo para o cais para verem as embarcações atracarem.

Como era o lazer em Barreiras?

Não tinha lazer em Barreiras. Tinha algumas festinhas. Eu sempre gostei muito de festa, de dançar de frequentar as estudantinas e as gafieiras lá no Rio de Janeiro, e quando eu cheguei aqui não tinha isso. Aqui sempre teve as festas afamadas, como São João, tinha os bailes, que de vez em quando eu gostava de participar. No ginásio ajudei a implantar o time de futebol e não concordaram muito quando disse que já vinham uniformes prontos e o ministério já autorizava o uso de shorts mais curtos para as moças praticarem educação física. Diziam que eu queria era ver as coxas das mulheres.

Como o senhor analisa Barreiras hoje?

Hoje Barreiras está muito melhor do que muitos outros lugares por aí. Recentemente fui na reinauguração da sede do Idade Viva, e a estrutura que eles tem lá é uma maravilha, melhor do que em muitos outros lugares. Como presidente do Clube fazemos as festas, nunca houve brigas, o público é bem selecionado e isso é muito bom. Fazemos excursões, este ano será realizada a 51ª excursão cada idoso tem direito a levar crianças.

O que o senhor mais gosta de fazer para passar o tempo?

Hoje o que mais gosto de fazer é viver. Fazer alguma coisa que chame atenção, mas é para dizer que estou celebrando a vida e ser uma coisa que eu mesmo me elegi, um ícone dos idosos de Barreiras. Continuo lutando, sou professor de dança, dançarino, quase sobre tudo eu sou bom para enrolar. 45 minutos, qual é o assunto? Me dá meia hora aí. Eu vivo em função do lema ‘Mente sã, corpo são’. Só existe corpo são se a mente estiver sã.

O senhor pretende continuar morando em Barreiras?

Desde 1953 moro no mesmo local, em uma chácara, um lugar que construí para morar. Eu acordo todo dia de manhã os pássaros é que vem a me acordar, que maravilha! Tenho muito amor por Barreiras, o dinheiro dá para viver e ainda sobra para ajudar os outros. O que eu mais quero na minha vida? Não tem nenhum lugar melhor do que onde moro. Eu fiz para morar e depois de feito eu vou sair para outro lugar?

Relembrem os carnavais promovidos por Osmar: 

 http://aloalosalomao.com.br/barreiras-carnaval-da-melhor-idade-termina-com-sucesso-absoluto/

 http://aloalosalomao.com.br/carnaval-da-melhor-idade-abre-os-festejos-de-momo-em-barreirasba/

Alô Alô Salomão com informações do O Barreirense e Revista A

Alô Alô Salomão

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