Barreiras: Mulher vítima de violência reclama da ausência de plantões na DEAM e Ronda Maria da Penha

Eu, Naira Thainan de Araújo da Silva tive um relacionamento com Alex Bruno Eloi Ramos (Chabocao), por aproximadamente dois anos, e por vários motivos terminei o relacionamento no início do mês de fevereiro de 2019.

No sábado, dia 16 de março de 2019, eu estava em uma barzinho no Bairro Jardim ouro branco na cidade de Barreiras-BA, com minhas amigas, desde as 17:00, quando  Alex Bruno apareceu por lá, por volta das 21:00 e ficou por perto, onde, até então, não demonstrava qualquer reação, mas ao percebeu que eu ia embora, começou a quebrar minha moto sem motivo algum. Ao me aproximar, ele começou a me agredir, e em minha legítima defesa joguei meu capacete nele para que parasse, porém, não adiantou, até que populares e amigos me tiraram das mãos dele.  O mesmo evadiu-se do local levando meus pertences (chave de moto e carteira).

Após cinco minutos, uma viatura chegou e fomos até a residência dele para recuperar meus pertences, onde o mesmo estava com a porta trancada e começou a desacatar a polícia militar, que nada poderia fazer, já que a Lei não permite a invasão domiciliar nesse tipo de caso. Diante da situação, após uma hora consegui recuperar a chave da moto e pude ir embora, no entanto, fiquei sem possibilidade de registrar ocorrência e fazer o exame de corpo delito, porque a DEAM não funciona aos finais de semana. Só pude registrar boletim na delegacia na segunda-feira(18).

Registrada a ocorrência e feito o corpo delito, estou aguardando a resolução do meu caso. Quero justiça! Quando se termina um relacionamento a mulher não pode sair pra se divertir? Temos que esperar o cara arrumar outra e esquecer que existiu outro alguém? Isso não pode continuar acontecendo. A DEAM tem que ter plantão e a ronda Maria da Penha tem que está na cidade rondando, porque o meu caso poderia ser flagrante.

Fiquei dois dias sem trabalhar por causa dos hematomas. Eu estou me organizando com algumas mulheres de Barreiras, para realizarmos uma manifestação, possivelmente uma passeata de protesto contra a falta de plantões da DEAM e da Ronda Maria da Penha nos finais de semana, o alto índice de agressão às mulheres, e principalmente o feminicídio. Desde já, quero pedir à imprensa que nos dê apoio.

Por: Naira Thainan de Araújo da Silva

Fotos: Encaminhadas pela vítima

Alô Alô Salomão