BARREIRAS: PROFESSOR DA UNEB CONSIDERA ABUSIVO O MOVIMENTO DE GREVE APOIADO PELO SINTEST

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O professor da UNEB e advogado Airton Pinto procurou a imprensa para denunciar a manifestação, porque, segundo ele, a forma de conduzi-la viola os direitos constitucionais de alunos e educadores, que não apoiam o movimento grevista. Critica a atitude de servidores técnicos e da administração da universidade, os quais contando com apoio do SINTEST – Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau do Estado da Bahia, a pretexto de exercício do direito de greve, fecharam os portões e colocaram cadeados, impedindo o livre acesso dos professores e alunos que queriam aulas no início do I semestre de 2014.

O educador ressalta que o direito de greve de uma categoria é garantia constitucional, mas deve respeitar o livre acesso aos demais, porque todos têm o direito garantido pela constituição, de ir e vir. “O sindicato que está à frente da greve deve ser responsabilizado por fechar os portões da instituição e está impedindo a prestação de serviço público essencial. Peço que os poderes públicos como a polícia, o Ministério Público, o Governador, o reitor da UNEB e a diretora da unidade tomem as providências legais, para garantir o serviço público e o direito dos cidadãos”.

O SINTEST promete paralisar as atividades da UNEB, com portões fechados, no período de 10 a 14 de março, com mobilização em todo Estado, segundo seus representantes, para denunciar o descaso do governo com os Técnicos das Universidades Estaduais da Bahia (UEBAs) e exigir o atendimento de antigas reivindicações da categoria.

Dr. Airton ainda afirmou que essa ação do Sindicato e dos servidores é um tipo de violência e intolerância e sobrepõe o seu direito aos direitos dos demais. “Apoio o movimento e reconheço o direito, mas sou contra essa violação. Após o retorno das férias as aulas precisam voltar ao normal, porque logo a copa do mundo chegará e não haverá aulas, causando prejuízo para o conhecimento e a qualidade da educação universitária”, concluiu.

Reivindicações dos grevistas:

Reajuste salarial, retroativo à data-base de 1º de janeiro, dando conformidade ao art.258, da Lei 6.677/94, o Estatuto do Servidor Público; pagamento do passivo da URV e incorporação de até 11,98%, referente às perdas na conversão da moeda em 1994; regulamentação do plano de Carreiras dos Técnicos e Analistas Universitários (Lei 11.375/09); aumento do valor do Auxílio-alimentação, congelado em R$ 9, 00 há mais de 10 anos; reinclusão dos Servidores da categoria dos Auxiliares no Plano de Carreiras; revogação da Lei 7.176/97, que retira a autonomia administrativa e financeira das UEBAs e destinação de 7% da RLI (Receita Líquida de Impostos) do Estado para as Universidades.

Alô Alô Salomão

 

SAULLU’S MODAS