COBRANDO DOAÇÃO DE TERRA PARA MORAR E TRABALHAR, ÍNDIOS PARTICIPAM DE AUDIÊNCIA NA PROCURADORIA DA REPÚBLICA EM BARREIRAS

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O cacique Carlos Cristovão Batista, conhecido por Carlito Quiriri informou que a luta de vários indígenas da tribo Quiriri, por uma gleba de terra para morar e trabalhar, já dura quase dez anos. Desde quando saíram de sua aldeia no município de Banzaê/BA, no dia 10 de dezembro de 1996, após uma briga por questões internas, que provocou até mortes de membros de sua família.

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De lá para cá, de acordo com ele, seu povo tem enfrentado uma série de problemas devido à falta de assistência da FUNAI, uma vez que, necessita da agricultura para sobreviver, por isso vem lutando com o Governo Federal pela demarcação e doação de uma área onde possam habitar e produzir. “Eles sempre vêm me enganando por causa desse pedaço de terra, e já prometeram resolver esse problema várias vezes, mas só estão me enganando”, declarou.

Os nativos disseram que a FUNAI alega não possuir condições de fazer a doação de um pedaço de terra para eles, mas que estão em negociação com a SPU – Secretaria do Patrimônio da União, que já ofereceu terrenos em locais distantes, solo de péssima qualidade e sem água potável.

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Carlito ainda observou que Barreiras tem extensas áreas de terras devolutas e boas para extração de lenha, pescaria e lavoura, por causa disso, ele e seu povo preferem se instalar dentro deste município. “Nos ofereceram terras em Minas Gerais, nas cidades de Formigas e Gramangol, mas todas sem qualidade e com documentação irregular, desta forma, preferi dispensar”.

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O Cacique afirma que uma área de 120 hectares da fazenda Brejões, dentro do município de Barreiras, foi cedida a FUNAI para que fosse doada à sua tribo, mas até agora a autorização de posse não foi liberada, porque dizem que esta área pertence a CODEVASF. A publicação da doação no Diário Oficial teria saído no dia 29/11/2007, que autorizava a instalação da aldeia indígena no local, não foi cumprida devido à área está ocupada pela companhia federal e algumas famílias.

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Durante esse período o cacique e sua tribo vêm cobrando da Justiça Federal a desapropriação do terreno. Ontem (10) estiveram participando de uma audiência na Procuradoria da Justiça Federal, no centro de Barreiras, pedindo mais agilidade no julgamento do processo.

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Enquanto isso, dez famílias indígenas da aldeia Quiriri estão acampadas desde dezembro de 2010, na região do CTG, município de Barreiras. Eles reclamam de falta de assistência à saúde e até mesmo carência de alimentos.

Postagem: Maylla Mesquita

Alô Alô Salomão

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