DEPOIS DE 14 ANOS, MÃE CONTINUA À PROCURA DE NOTÍCIAS DO FILHO

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A dona de casa Irene Oliveira das Neves de 59 anos, residente na rua Humaitá, no Centro Histórico de Barreiras/BA tem poucas expectativas de encontrar o filho vivo, que desapareceu sem deixar qualquer pista em 28 de novembro de 2000, depois de sair para trabalhar na oficina mecânica do Alonso, na Rua Barão de Cotegipe, no Centro de Barreiras/BA. Tanto a mãe, quanto a irmã de Anderson Oliveira das Neves, Ana Paulo Oliveira, não desistiram da procura.

As investigações nunca conseguiram grandes avanços e jamais apontaram indícios que justifiquem um dos mais misteriosos casos de polícia da região Oeste da Bahia. “Meu filho não era viciado em drogas, não andava com más companhias e já estava trabalhando nesta oficina, não para ganhar dinheiro, mas para aprender uma profissão”, disse dona Irene.

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“Não tenho provas para incriminar ninguém, mas as pessoas que trabalhavam na oficina teriam de ser melhor investigadas. O processo que apurava o desaparecimento ficou arquivado e estas não foram cobradas pelas autoridades. Você só vale o que tem. A Justiça foi muito falha comigo, porque me deu pouco apoio”, afirma a mãe.

Com o passar dos anos, os delegados que iniciaram as ações investigativas do fato, já não trabalham mais neste município e os atuais desconhecem o assunto. “Depois que o ex – coordenador regional de polícia André Aragão saiu de Barreiras, engavetaram o inquérito policial e deixaram de tocar no assunto”. O delegado titular da 1ª DP, Francisco Carlos de Sá, nos informou que desconhece totalmente o procedimento investigatório do caso.

Ela fez campanhas pedindo ajuda à sociedade através de cartazes e anúncios nos órgãos de imprensa de Barreiras, região e até de outros estados, no entanto, não conseguiu qualquer informação que apontasse evidencias do sumiço de Anderson. “Fiquei depressiva, passei por tratamento psicológico, mas alcancei forças em Deus para prosseguir minha caminhada de luta constante. Não me acostumo com a ausência do meu filho, pois relembro dele em cada minuto de minha vida. Está chegando o natal, réveillon, a data do seu aniversário (13 de janeiro) e sempre sofro muito nessas datas”.

Eu gostaria de encontrar pelo menos a ossada dele para tentar aliviar esse vazio que me consome. Irene diz ter recebido várias informações sobre pistas, mas todas infundadas, além de trotes reacendendo suas esperanças e que depois causavam traumas e sérios danos, uma vez que fazia longas viagens para checar todas as denúncias que alimentavam suas esperanças.

Ainda de acordo com a dona de casa, na época do desparecimento, o proprietário da oficina informou que o menor tinha recebido uma proposta de dinheiro do motorista de um Gol quadrado, cor verde, para descarregar um caminhão de milho numa fazenda. “Eu não acredito nesta história. Ele possuía problemas de coluna e não tinha porte físico compatível para exercer uma atividade como essa”, finalizou.

Alô Alô Salomão

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