FAMILIARES ACUSAM GUARDA MUNICIPAL DE BARREIRAS DE PRATICAR TORTURA CONTRA VIGILANTE

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A senhora Isa Novais diz que sua família procurou a delegacia e a imprensa local para denunciar guardas municipais de Barreiras por crime de tortura física e psicológica contra o seu irmão, o vigilante José Carlos Novais Silva, de 43 anos.  Declarou que as agressões aconteceram na rua, quando o mesmo foi preso no posto Ipiranga, em frente à rodoviária, também no quartel e na viatura durante a condução para o complexo policial do bairro Aratu.

Enfatizou que os plantonistas da delegacia não quiseram recebê-lo, devido aos indícios de espancamento, entretanto, os guardas foram obrigados a levá-lo para atendimento no hospital do Oeste e posteriormente o reconduziram para a unidade policial.

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Acrescentou que o amarraram, agrediram a socos, pontapés, deram uma coronhada de revólver na cabeça e encheram sua boca de papel higiênico, para obrigá-lo ficar calado durante as agressões. “Queremos justiça. Não há justificativa para o que fizeram com ele”, vociferou Isa.

Esposa e a tia dele fizeram fotos das lesões e do mesmo algemado, divulgaram nas redes sociais e prometem entregar cópias as autoridades investigadoras das denúncias. Isa ainda comentou que um dos supostos agressores perguntou aos colegas o que fazer com o vigilante, com medo de punições, caso os levassem para a delegacia. “Essa conversa e as agressões aconteceram na presença do Marcelo, chefe da guarda, o qual, nada fez”, disse.

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O delegado Joaquim Rodrigues, titular da 1ª delegacia do município, informou que a apuração do fato está em andamento, mas não existe acusação contra os guardas municipais, de tortura, injúria e constrangimento ilegal. “Eles precisam apresentar testemunhas e provas dos atos de tortura”.

O bacharel já emitiu guia para realização de exame de corpo/delito do vigilante, no Departamento de Polícia Técnica; lavrou um termo circunstanciado da ocorrência e intimou as partes para audiência, que deve acontecer no prazo de 30 dias. “Os guardas dizem que usaram a força, porque foram agredidos por ele. Agora vamos aguardar o laudo da polícia científica para tirar conclusões, se realmente houve ou não exageros durante a detenção”, observou.

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Em entrevista ao programa Ligação Direta da Rádio Vale do Rio Grande, Isa prometeu solicitar intervenção do Ministério Público Estadual para fazer o acompanhamento das investigações e adotar providências que o caso requer. “Vamos fazer manifestações nas ruas e o que for necessário pedindo justiça”.

José Carlos foi preso segunda-feira, 25, por volta das 16h 00. Os servidores municipais da guarda o acusaram de desacato e resistência à prisão, depois que teve sua moto apreendida por estar exercendo clandestinamente a profissão de mototaxista, ou seja, sem o alvará de licença da prefeitura. “Eles não deixaram meu irmão provar que comprou e pagou o colete de mototaxista e já começaram a agredí-lo”, Concluiu Isa.

Ainda declara que Novais recebeu atendimento médico no HO e numa clínica de ortopedia, uma vez que, sofreu lesão na coluna cervical e se queixava de fortes dores no corpo e pescoço. Está com hematomas na região peitoral, nas costas e olhos.

 

Alô Alô Salomão  

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