DROGAS VIRAM EPIDEMIA NA CAPITAL DO OESTE BAIANO

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Constantes apreensões realizadas por policiais lotados no 10º Batalhão da Policia Militar em Barreiras comprovam que as drogas proibidas tornaram-se uma epidemia na cidade, mas nem todos os casos interpretados como tráfico pela polícia ostensiva geram flagrantes. Neste final de semana, por exemplo, a PM deteve oito suspeitos, no entanto todos já estão em liberdade.

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O jovem R. S. M., de 22 anos terminou preso por transportar 09 (nove) pedras de crack, um tablete pequeno de maconha, além de R$ 110,00 (cento e dez reais) em moedas de 1,00, cédulas de 2,00, 10,00, 20,00 e 50,00 e dois chip’s da operadora vivo.

No momento da abordagem na Praça Ascânio Pamplona, no bairro Barreirinhas, por volta das 17h 20 de sábado, 08, ele se encontrava em companhia do pintor de paredes A. R. M. F., 31 anos, que também foi detido porque portava uma faca na cintura.

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Conforme consta em boletins registrados no Complexo Policial de Barreiras, os militares prenderam por volta de 01h 20 da madrugada de domingo, 09, na rua das Turbinas, no bairro Barreirinhas, um mecânico de 30 anos, morador da rua Oriente, bairro Jardim Bela Vista, com duas trouxinhas de cocaína, este em companhia de dois colegas de profissão, de 22 e 31 anos, além de um desempregado, também de 31 anos. Eles estavam a bordo de um veículo Renault/Logan, cor prata, o qual foi apreendido e apresentado na DP.

Durante a operação, o telefone de um dos capturados tocou, e do outro lado da linha, um individuo pedia ao usuário do aparelho para buscar drogas em seu endereço na quadra “E”, bairro Arboreto II, desta forma, os policiais foram até o local, onde prenderam um pedreiro de 35 anos, flagrado com dois papelotes de maconha. Sobre um armário de sua cozinha os policiais localizaram uma tesoura e um cartão magnético com resíduos aparentemente de cocaína, os quais reforçavam a suspeita de tráfico.

Durante a mesma batida policial foi preso outro mecânico de 22 anos, que estava deitado em um dos quartos desta residência.

Prova do crime

Às drogas ilícitas chegam quase todos os dias nos gabinetes dos delegados, que nem sempre podem manter o infrator na cadeia, porque dependem de provas incisivas dos casos, o que chamam de materialidade do fato para se lavrar o auto de prisão em flagrante, seja por tráfico de maconha, crack, cocaína e seus derivados.

Muitas situações são finalizadas apenas com um TCO – Termo Circunstanciado de Ocorrência, ou seja, o individuo é interrogado e liberado pelo delegado de plantão, uma vez que, o caso é tipificado como infração de baixo potencial ofensivo. Em outras situações lavra-se um TCC – Termo de Compromisso e Comparecimento, que consequentemente é encaminhado a quem possui competência de julgar, condenar ou absolver o acusado (Vara Crime da comarca local).

Em outras situações, os delegados são barrados pelos direitos e garantias constitucionais daqueles que ainda não alcançaram a maioridade penal, e por isso, são considerados inimputáveis. É grande a incidência de menores apreendidos por tráfico e associação ao tráfico de drogas no município, os quais são liberados da delegacia sem aplicação de qualquer medida sócio-educativa. A polícia alega não ter para onde encaminhá-los.

Na medida em que cresce o consumo e tráfico dessas substâncias tóxicas e entorpecentes, aumentam também os assaltos, roubos, furtos e assassinatos. Somente no mês de janeiro de 2014 a Coordenadoria Regional de Polícia registrou sete casos de assassinato nesta cidade.

Alô Alô Salomão

 

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