MP fecha acordo para indenizar vítimas da barragem de Mariana

Após três anos, famílias atingidas pela lama de rejeitos da barragem da Samarco poderão negociar valores diretamente com a Fundação Renova

 

 

O Ministério Público de Minas Gerais e as empresas Vale e BHP Billinton, controladoras da Samarco, fecharam um acordo final para o pagamento de indenizações aos atingidos pela lama de rejeitos da barragem de Fundão, em Mariana, na região Central de Minas Gerais. O documento foi assinado três anos após a tragédia que matou 19 pessoas e deixou 362 famílias desabrigada, em novembro de 2015.

O documento prevê que cada uma das famílias da região de Mariana poderão negociar os valores da indenização separadamente com a Fundação Renova, entidade responsável por administrar as ações de reparação de danos.

O MP não divulgou quanto cada uma delas vai receber, mas ressaltou que a medida foi para atender um pedido do moradores da região que não concordavam com os termos previstos para o ressarcimento do restante da bacia do Rio Doce.

O acordo foi assinado em Mariana nesta terça-feira (2). O promotor Guilherme de Sá Meneghin, da 1ª Promotoria de Justiça de Mariana, vai apresentar os detalhes da negociação na tarde desta quarta-feira (3).

Segundo a mineradora Samarco, até agosto deste ano foram gastos R$ 4,4 bilhões com as ações de reparação e compensação. Em nota, a empresa destacou que o acordo assinado com o MP “é de suma importância para concluir o pagamento das indenizações aos moradores atingidos do município de Mariana”.

 

Reassentamento

 

As famílias desabrigadas na maior tragédia ambiental do país são dos distritos de Bento Rodrigues, Gesteira e Paracatu de Baixo. Após várias negociações entre os atingidos, Ministério Público e a Fundação Renova, foi iniciado em agosto deste ano a construção da nova comunidade de Bento Rodrigues. A previsão é de que as obras sejam concluídas em dois anos.

Já no mês de setembro, moradores de Paracatu de Baixo que tiveram suas casas destruídas aprovaram o projeto de reconstrução da distrito. O projeto, assim como o das outras vilas, vai preservar o máximo de características culturais e sociais das antigas comunidades. Apesar da aprovação, a Fundação Renova aguarda licensas ambientais para o início do trabalho.

 

fonte: r7.

Alô Alô Salomão.