MICROLINS: O MAIOR TRUNFO DAS MULHERES NO MERCADO DE TRABALHO É A QUALIFICAÇÃO

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As mulheres são cada vez mais qualificadas e vêm tomando os cargos anteriormente ocupados em sua maioria por homens

Em poucas gerações, a presença da mulher no mercado de trabalho evoluiu muito. Se antes, a maior parte das mulheres ficava em casa, hoje, a mão de obra feminina já é mais bem qualificada do que a masculina e ocupa posições relevantes dentro das empresas. No entanto, não é hora de comemorar.

Pensando no Brasil, poderíamos dizer que entre os anos 1960 e 1990 houve um grande avanço. Da década de 1990 para cá, o termo mais exato para descrever esta evolução seria “gradual”. Em 1960, a taxa de ocupação de mulheres, divulgada pelo IBGE, era de 16,5%. Esse índice passou para 43,4% em 1992 e, em 2009, a taxa foi de 46,8%. Ou seja, o número de mulheres ocupadas cresceu nestes 50 anos, principalmente entre 1960 e 1990; da década de 1990 para cá, ela tem variado na casa dos 40%, 50%, sem muita evolução. Em 2012, a taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho foi de 42,47%.

Embora as mulheres estejam cada vez mais presentes no mercado de trabalho e cada vez mais qualificadas – até mais que os homens –, ainda vemos diferença salarial entre os dois grupos. Segundo dados do relatório “Desigualdade de Gênero” divulgado no ano passado pelo Fórum Econômico Mundial, de 136 países, o Brasil fica em 117º lugar na questão da desigualdade salarial entre homens e mulheres.

 

Alô Alô Salomão