PARENTES, AMIGOS E SIMPATIZANTES DÃO ADEUS A LÉLIA ROCHA

Na quarta-feira, 13/12, inesperadamente, faleceu a psicóloga e professora Lélia de Macêdo, que marcou época por sua profícua atuação na cultura, nos esportes, no social, nas artes, na preservação das festas populares e lazer desta cidade.

Uma multidão de amigos foi ate o Memorial Senhor do Bonfim, para lhe prestar a última homenagem, àquela que era considerada uma figura de destaque nos meios artísticos e culturais.

As atividades da professora Lélia foram tantas, que consultamos o Blog da ABL – Associação Barreirense de Letras, da qual ela era integrante, para destacarmos o muito que ela fez por sua sempre querida Barreiras.

O seu legado, pois, em síntese está no QUEM SOU da ABL, de 23/07/2014, a saber:

“Lélia de Macêdo Rocha é barreirense, psicóloga e funcionária pública da 10ª CIRETRAN de Barreiras – BA. Tem como seu maior objetivo estudar e organizar a Cultura e a história da sua cidade. Coordenou e dirigiu a Cultura barreirense durante 12 anos, chegando a assumir a Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Município de Barreiras, onde junto com a historiadora Ignez Pitta de Almeida, trabalhou na criação do Museu Municipal Napoleão de Mattos Macêdo, até hoje em plena atividade nas mãos de Maria Amélia Sampaio de Oliveira.

Na sua gestão, resgatou todos os eventos culturais da cidade, inclusive, junto com Paulo Leal (empresário, sobrinho de Osmar Macêdo, o criador do Trio Elétrico na Bahia), foi autora do projeto que levou o carnaval do centro histórico para a Avenida Clériston Andrade, tendo o cuidado de não desprezar o velho carnaval, chamado “Carnaval da Saudade“, realizando-o no centro histórico da cidade.

Ao mesmo tempo, resgatou os concursos de Rainha e Rei Momo do carnaval. Foi criadora, junto com Bené 70 e Joaquim Pedro Antunes (Pedrinho) do “Bloco da Rola” e do Bloco “Oi Nóis Aqui Traveiz”. Nos carnavais de clube venceu vários concursos de fantasia e de foliã mais animada. Resgatou os festejos juninos e instituiu o concurso Regional de Quadrilhas e o Passeio matuto, tornando o evento uma festa grandiosa.

Além de sempre ter dado abertura à prata da casa, trouxe grandes músicos para deleite da população carente de cultura e de uma boa música clássica. Como exemplo temos Artur Moreira Lima (pianista consagrado), a Orquestra Sinfônica da Bahia, a Família Lima e o Grupo Musical Fred Dantas, trazidos no aniversário da cidade. Participou por várias vezes da comissão de organização de eventos e shows da Exposição Agropecuária de Barreiras, inclusive realizando concursos de Miss Exposição.

Deu um grande impulso ao teatro, realizando cursos e oficinas e trazendo para Barreiras grandes peças teatrais, incentivando assim, o teatro amador local, onde muitos grupos teatrais foram formados e muitas peças teatrais foram apresentadas no centro cultural de Barreiras.

Criou as “Sextas Musicais”, realizadas na Praça Duque de Caxias e instituiu a Feira de Artesanato e Cultura do Oeste Baiano; Museu e Biblioteca Itinerantes; criação do centro cultural, com espaço para oficinas, exposições e comercializações; lançamento de livros e discos de autores barreirenses como Alcyvando Luz e Dilson Ribeiro; realização da Festa de Iemanjá no Rio Grande em parceria com Osmar Mendes; encontros de grupos de Reisados; concursos Natalinos de Presépios, Árvores, Vitrines e Residências; projeto “Cinema Novo” (Cinema na Comunidade); Projeto Cinema na Praça ( Cine Voador do Distrito Federal).

Junto com a Secretaria Estadual de Cultura e o Ministério da Cultura, trouxe para Barreiras várias oficinas de teatro; curso de preparação de projetos; oficinas de Implantação, Gestão e Organização de Museus; Exposições como “Grutas do Museu Geológico da Bahia”, etc.

Realizou junto com a professora Maria Amélia Sampaio de Oliveira o Cadastramento do Museu no IPHAM, participando de todos os eventos realizados pelo mesmo. Junto com Durval Nunes, criou e realizou o projeto da OCA (Oficina de Criação Artesanal), onde funcionaram os projetos: Mulher Rendeira, Curti-couro, Cerâmica, Madeira, Cestaria e Charqueado.

Na sua época foi implantada a Escola de Música Antoninho Sampaio, com a criação da Filarmônica 26 de Maio.

Na área esportiva instituiu e realizou a corrida Rústica de Montain Bike; prova de Ciclismo Olímpico; Passeio Ciclístico; Bóia Crós; jogos Intercolegiais e JEPOB.

Como Professora, trabalhou na Fundação Educacional do Distrito Federal e ministrou aulas também em Barreiras no Colégio Padre Vieira e no Colégio Municipal Sagrado Coração de Jesus, além de várias palestras em colégios Municipais, Estaduais e Particulares da Cidade.

Como membro da Academia Barreirense de Letras com o lançamento do “Dicionário de Barreirês”; vários artigos escritos em revistas e jornais da cidade; lançamento da revista de Catalogação do Acervo Museológico, junto com professora Maria Amélia Sampaio de Oliveira; mapeamento Cultural e Paisagístico do Município (a ser publicado).

Coordenou a “Idade Viva”, Programa da Secretaria de Trabalho e Promoção Social, que tem como objetivo ofertar serviço de apoio, orientação e acompanhamento a famílias com um ou mais de seus membros em situação de vulnerabilidade e risco social, a partir dos 60 anos.”

O sepultamento da Professora Lélia foi ontem à tarde, por volta das 16 horas, no Cemitério de São João Batista, presenciado por centenas de parentes, amigos e simpatizantes.

Deixou dois filhos, Igor e Lilian e dois netos, Jade e Ian.

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Por Itapuan Cunha

Alô Alô Salomão