POLÍCIA CIVIL CONCLUI INVESTIGAÇÕES DA OPERAÇÃO “ALGODÃO DOCE”

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Nesta terça-feira, 03, foi encaminhada a remessa dos autos do Inquérito Policial à Justiça, sob a presidência do delegado Carlos Ferro, titular da delegacia de polícia de São Desidério e com apoio do delegado de Luís Eduardo Magalhães, Rivaldo Luz, concluindo assim, as investigações da OPERAÇÃO “ALGODÃO DOCE”, cujas investigações, culminaram nas prisões de um empresário e do ex-funcionário de uma empresa beneficiadora de algodão em plumas, localizada no distrito de Roda Velha, no Oeste baiano, desbaratando desta forma, um esquema de desvio de cargas, que causa prejuízo superior a R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais).

Segundo o delegado Carlos Ferro, “as investigações apontaram Clovis Kardekis Plácido, como operador do “esquema” de desvio de pluma de algodão, até porque, abusando da confiança que a vítima lhe depositava, diante da relação empregatícia, liberava as cargas de pluma de algodão, do interior de uma beneficiadora de algodão localizada na zona rural do município, sem emissão de notas fiscais”.

Segundo consta, as cargas de plumas de algodão, avaliadas em R$ 90.000,00 (noventa mil reais) eram transportadas por caminhões até a divisa do estado da Bahia, onde recebiam notas fiscais “frias”, e ou simplesmente, passavam para outro estado da federação, para depois seguirem viagem e abastecerem as empresas têxteis, principalmente, no estado de São Paulo.

Outro envolvido no crime, Joice Karine Seibert, companheira de Clovis, que se encontra foragida (prisão preventiva decretada), teve seus bens sequestrados e bloqueados pela Justiça, mediante representação do delegado, como forma de ressarcir à vítima dos prejuízos advindos da prática criminosa.

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Com a venda do algodão em pluma, ambos adquiriram inúmeros bens moveis e imóveis, dentre os quais, um GM/S10, DE COR PRATA, ANO 2014, PLACA OZK-5260, um GM/CRUZE, DE COR BRANCA, PLACA PJA-9700, além de um TERRENO, situado na Rua Vila Lobos, nº 1.225, QD. 70, LOTE 4, bairro Jardim Paraíso, na cidade de Luís Eduardo Magalhães, onde foi edificada uma CASA.

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Com o objetivo de ocultar e dissimular a natureza dos bens e valores provenientes da infração penal, Clovis teria enviado sucessivas remessas de dólares para o exterior. Na oportunidade, adquiriu uma casa no estado da Flórida, em um condomínio de alto padrão, em Orlando, avaliada em USD$ 412.000,00 (quatrocentos e doze mil dólares).

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As investigações apontam ainda, que o empresário de Luís Eduardo Magalhães, dono de uma transportadora, teria participação direta em apenas 09 (nove) dos 37 (trinta e sete) furtos investigados até agora. O empresário confessou na delegacia de polícia, ter recebido aproximadamente R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) com a venda da pluma de algodão, junto às empresas têxteis do Estado de São Paulo.

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O advogado entrou com um pedido de liberdade do empresário na Comarca de São Desidério, acatado apenas com o direito de liberdade provisória. Ele foi solto após pagamente de fiança no valor de R$ 78.400,00 (setenta e oito mil reais). Dinheiro, que segundo o delegado, será convertido em favor da vítima ao final do processo, como forma de amenizar os prejuízos causados com o crime.

O delegado Carlos Ferro ficou satisfeito com a celeridade do Ministério Público e Judiciário durante a operação. “Foram imprescindíveis às atuações desses órgãos, que agiram rapidamente, dentro da mais restrita legalidade, durante a análise das representações formuladas e brilhantemente, de forma eficaz, foram deferidas e cumpridas PRISÕES TEMPORÁRIAS, PRISÕES PREVENTIVAS, BUSCAS APREENSÕES, SEQUESTRO E BLOQUEIO DE BENS, dos indiciados”, frisou o delegado Carlos Ferro.

Após análise dos documentos e computadores apreendidos com os indiciados, a Polícia Civil diz ter identificado um golpe milionário, que estaria sendo cometido por grandes e pequenos produtores rurais, pelo qual foi gerado outro inquérito policial, revelando traços marcantes e consistentes da existência, além do modo de atuar, de um grupo de indivíduos com um único objetivo, o não recolhimento de ICMS mediante a venda de pluma de algodão, sem a emissão de notas fiscais, vindo a causar prejuízos incalculáveis na população baiana, gerando prejuízos à SAÚDE, EDUCAÇÃO e SEGURANÇA PÚBLICA.

Por: ASCOM/Depol

Alô Alô Salomão

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