RÁDIO VALE PROMETE MODERNIZAR PROGRAMAÇÃO A PARTIR DESTA SEGUNDA-FEIRA

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O empresário Otacílio Monteiro da Franca Junior promete iniciar a partir de segunda-feira, 14, uma nova era na programação de sua emissora, a Rádio Vale AM – 600, pertencente à família Franca. A emissora transmite o seu sinal para os municípios que integram a região Oeste da Bahia, operando em frequência modulada, com transmissores de 10. 000 wats de potência.

Sua programação oferece música, descontração, a participação do ouvinte e principalmente muita informação através de sua equipe de jornalismo, formada por conceituados profissionais do rádio regional.

Segundo Otacílio, diretor Geral da emissora, sua intenção é fazer da Vale – AM um canal de comunicação que atenda as necessidades e anseios da massa que aprecia o bom trabalho radiofônico.

Entrevista com Otacílio Franca

O que a Rádio Vale apresenta de novidades para os ouvintes, a partir desta segunda-feira?

Salomão Correia, o que a gente tem apresentado na programação da rádio é uma melhoria na questão da divulgação das notícias em Barreiras, fazendo com que a população participe mais, seja mais efetiva na questão da construção de uma sociedade mais justa aqui na nossa cidade, e o que eu tenho visto da Rádio Vale do Rio Grande, é que precisa fazer com que a população participe mais dos programas, então, essa nova etapa da programação da Rádio, que não é bem uma nova programação e sim ajustes na programação que a gente tem, uma pequena plástica, uma modificação, novas vinhetas, novas chamadas, apresentação da programação na própria rádio, nós fazemos muito pouco isso. Esses ajustes vão melhorar um pouco a plástica da emissora, e fará com que a gente tenha uma melhor percepção de que caminhos a gente deve seguir no sentindo do progresso e do crescimento da nossa cidade.

Você também me falou sobre o resgate das origens do rádio na nossa cidade, que terminaram desaparecendo com o passar dos anos. Como acontecerá esse resgate?

Quando começamos com o rádio aqui dentro de Barreiras, a gente tinha uma visão muito pequena de como fazê-lo, então, tudo naquela época era novidade, tudo que aparecia no rádio, nós procurávamos imitar, e com isso a gente criou certa deficiência na construção do rádio em nossa localidade, então isso acontece da seguinte forma: os locutores que vinham de fora, São Paulo, Rio de janeiro, Brasília, Salvador á exemplo do Mario Luiz , Genivaldo Celestino, Valdemir Celestino e tantos outros que passaram no rádio daqui de Barreiras, ensinaram pessoas que estão no rádio hoje a dar o pontapé inicial. Só que de lá pra cá, a gente tem deixado um pouco de lado esses ensinamentos e tentado trabalhar mais o lado de satisfação pessoal, então muitos se acostumaram com isso, de forma errada. Hoje a gente percebe no rádio, muito claro, que quem trabalha nele, tem muitas pessoas que dizem assim: não vou mais fazer uma reportagem, devido ao desgaste que há em fazer uma reportagem. O repórter, locutor, operador de áudio, que a função é essa, a função do eletricista é mexer na fiação elétrica, a função do pedreiro é mexer com bloco, massa cimento. Então cada um tem sua profissão, e o rádio é criar, fazer noticia e com isso proporcionar o desenvolvimento da nossa cidade. Então o resgate é justamente esse, trazer as pessoas que ainda tem a consciência de como o rádio funciona e fazer com que isso seja trabalhado nos veículos de comunicação.

O rádio tem suas peculiaridades, neste caso você pretende manter as suas características independentes e também trazer inovação com essa nova programação.

Com certeza, a questão da independência, eu acredito muito que rádios no interior que utilizem desse sistema, contribuindo mais com o desenvolvimento da comunidade. Então qualquer outro tipo de programação, simplesmente ter mais outra emissora de rádio ali, que proporcione progresso a comunidade, não é interessante. Então esse estilo de programação que estou lançando, faz com que a comunidade participe mais, que o comércio tenha mais retorno em relação ao que está apresentando para a comunidade, a comunidade em si ela acaba aproveitando isso, porque interage mais. Então, tem vários e vários benefícios de uma programação local que é apresentada nos veículos de comunicação na cidade.

E porque desta valorização de uma programação regional e o investimento no que se refere ao jornalismo?

Eu fui do tempo em que algumas eras no rádio se passaram e o que prevaleceu até hoje foi o jornalismo, então nós tivemos tempo no rádio em que a música prevalecia, a música era carro chefe, você tinha que ter uma programação sempre atual no que se falava de seleção musical. Vi acontecer isso no esporte, então, o esporte foi bem difundido no país inteiro e até hoje é difundido, só que perdeu por vários motivos, a sua força no veiculo de comunicação. Hoje nós temos de 30% a 40% de interesse no esporte, em uma programação geral de emissoras de rádio. Diferente do jornalismo, porque as pessoas hoje tem interesse de saber como andam determinados assuntos, determinados temas e na política. Todo mundo quer saber, quem vai ser o presidente, quem vai ser o governador, o que o governador está fazendo, o que o deputado está fazendo, enfim, o prefeito e vereador.

Hoje grande parte da população tem interesse de saber como é que estão correndo as noticias, um assunto que está em evidência, um tema muito bom de ser abordado, muito difícil de ser trabalhado, porque é difícil de construir o jornalismo dentro de uma emissora de rádio, de uma televisão, jornal, qualquer segmento que seja, mas ao mesmo tempo gratificante, pois o resultado do nosso trabalho é colocado diariamente a prova. Muitas e muitas pessoas nos questionam, parabenizam, outras criticam, então com isso, fazem que o segmento jornalismo seja melhor para trabalhar, porque existe uma incidência maior de esforço para que o jornalismo seja implantado.

Alô Alô Salomão

 

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