RESULTADO DE EXAMES PODE EMPERRAR INVESTIGAÇÕES DO CASO DE BEBÊ DESAPARECIDO EM BARREIRAS

O Departamento de Polícia Técnica em Barreiras, região Oeste da Bahia, não possui previsão para receber resultado de exames dos restos mortais encontrados no dia 06 de junho, que podem ser do recém-nascido de Adriana Barbosa Marques, de 24 anos, que desapareceu logo após o parto, ocorrido no mês de maio. A análise do material encontrado é imprescindível para os trabalhos investigativos, mas não é realizada no Oeste da Bahia e poderá demorar meses ou até anos para conclusão em Salvador. O material deve ser encaminhado esta semana para o Centro de Criminalística da capital do estado.

As investigações foram iniciadas no dia 30 de maio, quando o avô e um tio da criança, que segundo eles é do sexo feminino, procuraram o complexo do bairro Aratu, em Barreiras/BA, para registrarem denúncia de adoção ilegal contra a mãe (Adriana), que teria escondido dos parentes a gravidez e nascimento do bebê. “Eu descobri tudo, depois de conversar com uma enfermeira do Hospital do Oeste que perguntou pelo neném e também pela saúde dela durante o resguardo. Levei um susto com aquela notícia!”, comentou o tio da acusada, Gilvan Barbosa da Guarda.

Ambos pediram apoio de nossa reportagem, com objetivo de dar notoriedade ao fato e alegando lentidão no trabalho de investigação. À época, o delegado da 1ª Delegacia de Barreiras, José Romero instaurou Inquérito e iniciou diligências com objetivo de examinar fatos alegados pelos familiares de Adriana, que forneceram conversas do whatsapp dela, que poderiam ser úteis na apuração. O delegado concluiu que as mensagens telefônicas eram falsas.

Restos mortais encontrados

Na ocasião da localização dos restos mortais, um dos agentes do DPT afirmou que o formato da cabeça do bebê foi notado pelas placas ósseas da região craniana e resquícios de massa encefálica encontrados em uma sacola plástica deixada ao lado do muro do prédio onde Adriana morava, no bairro Recanto dos Pássaros. No entanto, no dia seguinte, o delegado Romero não ratificou as informações. “Acho prematuro confirmar tais declarações, porque somente o exame poderá nos dar certeza ou não”.

Segundo informações policiais, o material foi carbonizado, em seguida jogado ao lixo em um lote, onde também havia um pedaço de fralda enfumaçado. A suspeita que possa ser a criança desaparecida foi reforçada após a equipe da Polícia Civil localizar uma panela queimada sobre o fogão e um saco com pedaços de ossos queimados, que podem ser de uma criança, no lixo, ao lado do muro da casa de Adriana. “Eu não tenho dúvidas de que são restos do corpo de uma criança”, comentou o funcionário da Polícia Científica, após localizar os restos mortais.

Após aparecimento do suposto corpo humano do bebê, a 1ª Delegacia passou a trabalhar também com a hipótese de que a mãe o matou após o parto. Seus familiares alegam que ela está em tratamento de depressão pós-parto em Brasília/DF, mas será interrogada pelo delegado titular de Barreiras, que aguarda laudo pericial da Polícia Técnica para dar continuidade ao inquérito.

Demora do DPT na Bahia

O DPT de Barreiras sempre enfrentou dificuldades em realizar perícias que dependem de recursos tecnológicos avançados, porque peritos e médicos legistas locais não dispõem de aparelhamento sofisticado para execução de determinadas atividades periciais, entretanto necessitam pedir ajuda ao laboratório do órgão na capital (Salvador), que não tem conseguido atender a imensa demanda de serviços de vários municípios no estado.

Temos acompanhado o sofrimento da senhora Roseli Nogueira, que aguarda a realização de um exame de DNA dos restos mortais de um homem, que pode ser o seu irmão, Reginaldo Alves Nogueira, encontrado morto há sete anos perto da ArcelorMittal, às margens da BR 135.

Naquela época, o material coletado foi encaminhado para Salvador e até hoje não retornou. A coordenação do DPT regional alega que está cobrando providências da unidade de criminalística da capital, que não possui explicações plausíveis para tanta demora e não fornece previsão de quando o laudo será concluído. Roseli não mora no estado da Bahia, mas periodicamente entra em contato com nossa redação pedindo que abordemos o assunto. Segundo relatos da polícia, existem vários casos mais antigos que o dela, sem resposta do estado.

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Alô Alô Salomão