Salvar vidas inspira a 3ª Caminhada de Prevenção ao Suicídio em Barreiras

 

 

Encerrando as atividades do Setembro Amarelo da melhor forma, a Comissão de Prevenção ao Suicídio de Barreiras e o Núcleo de Acolhimento e Valorização à Vida-Navv realizaram na tarde de sexta-feira, 28, a 3ª Caminhada de Prevenção ao Suicídio pelas ruas de Barreiras até a concentração final na Praça Castro Alves.

Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, o evento reuniu os estudantes da Coopeb, escritores da ABL, equipe do Centro Pop, Hospital da Mulher, integrantes do CAPS, pais e mães de jovens atendidos pela Navv, representantes das igrejas evangélicas, católicas e espíritas. Com faixas, bexigas e camisetas amarelas, os participantes caminharam mobilizados para dar visibilidade a um assunto que ainda é tratado como tabu na sociedade, mas que alcança o números de 32 mortes por dia no Brasil, matando mais que a AIDS e câncer.

“É um número preocupante. Estamos diante de um problema de saúde pública e precisamos falar mais sobre o assunto para obter mais informações e, assim, encontrar meios para prevenir novos casos, porque o foco é salvar vidas”, observou a secretária de saúde, Marisete Bastos.

 

 

A Praça Castro Alves foi decorada com os laços amarelos, símbolos da campanha e as árvores receberam os murais com palavras de incentivo a salvar vidas. A coordenação da Navv e Comissão de Prevenção, apresentaram dados enfocando que somente no mês de setembro, foram desenvolvidas 45 ações em prol do combate ao suicídio, que afeta jovens com idade de 15 a 24 anos.

Natália Gouveia participou pela primeira vez da Caminhada de Prevenção, e foi uma forma, ela diz, de homenagear o amigo, que cometeu suicídio aos 19 anos. “Era um amigo de infância, usuário de drogas, que desistiu de viver após o término de um relacionamento. Foi muito inesperado e bem triste. Quando decidi apoiar esta causa, pensei muito nele”, conta.

 

 

O Bispo Dom Josafá também participou do evento, parabenizando a ação e enfocando a importância da fé nesses momentos de tristeza, mas que o acompanhamento com psicólogos o apoio da família é essencial na luta contra a depressão.

“A primeira coisa é ter um acolhimento para entender que isso é uma questão de sofrimento profundo que a pessoa está passando e que isso, às vezes, deforma as ideias que ela tem sobre ela mesma, sobre as relações, sobre o que está acontecendo na vida dela. Isso é decorrente de um profundo sofrimento psíquico, não é questão de frescura, fraqueza, não é porque quer. A primeira coisa é ter um olhar compreensivo, amoroso, acolhedor”, esclareceu Dom Josafá.

Os representantes das igrejas evangélicas, Pastor Vitor e o membro da comunidade espirita, Dr. Rubens Pamplona, também discorreram sobre o tema, trazendo a visão religiosa sobre o assunto. Ao final, a Recicla Banda se apresentou, e o psicanalista e coordenador da Naav, Dr. Francisco Honorato, informou que os serviços da Comissão e Núcleo de Acolhimento são permanentes e que os interessados podem se dirigir ao endereço: Rua Hermenegildo Fé, edifício Raimundo Santiago, 1º andar – centro.   

 

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Alô Alô Salomão.