SEGUNDA EDIÇÃO DO MMAD PROMOVE A DIVERSIDADE E SE CONSOLIDA NO CALENDÁRIO DE EVENTOS DA CIDADE

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O apagar das luzes da estrutura do palco em dado momento da apresentação do coral adulto da Igreja Presbiteriana do Brasil de Luís Eduardo Magalhães, na noite do sábado, 14 de novembro, durante o encerramento da segunda edição da Mostra de Moda, Arte e Decoração (MMAD), serviu como uma espécie de controlador da emoção de muitos daqueles que fizeram do evento o sucesso que foi. Não foram poucos os que levaram o dorso da mão direita — ou esquerda — aos olhos, no intuito de enxugar as lágrimas.

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Aquela altura havia o que comemorar. E, mesmo que se preferisse chorar sem a claridade de todas as luzes acesas do salão do Clube Rio das Pedras, era praticamente impossível evitar duas ou três lágrimas deslizarem pelo rosto enquanto a comunhão de vozes, de todos aqueles homens e mulheres, enchia o ambiente.

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O MMAD começou na quinta-feira, 12, com uma vasta programação que envolveu mais de 30 profissionais apenas nas palestras e oficinas. Realizado pela Agência Immagine, mais de 100 pessoas foram envolvidas diretamente com o evento nos três dias de MMAD, com uma média de 3 mil visitantes, de crianças e estudantes do ensino médio à empresários e políticos. “O MMAD nasceu para fomentar e movimentar a cultura em Luís Eduardo Magalhães, oferecendo oficinas e palestras em um ambiente que reuniu também bazar de várias lojas e um espaço gourmet delicioso. Nossa intenção é proporcionar um espaço de inspiração e criatividade que seja totalmente democrático. Todos serão sempre bem-vindos ao MMAD”, explicou Mônica Zanotto, uma das organizadoras.

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Durante os três dias os visitantes adquiriram novos conhecimentos com profissionais de diversas áreas, apreciaram o talento dos artistas das exposições fotográficas e aproveitaram o local para trocar ideias e experiências. “Durante três dias a equipe da Agência Immagine viveu uma alegria imensa, um sonho que pela segunda vez se tornou realidade. O MMAD não foi só moda, arte e decoração. Foi gastronomia, literatura, música, cinema, fotografia, artesanato. Foi dar o melhor de nós e receber em troca o carinho de tantas pessoas especiais”, afirmou Dávila Kess, outra organizadora do evento. O sucesso foi tanto, a ponto de torná-lo quase que instantaneamente parte do calendário de eventos da cidade de 2016 em diante.

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Entre as atrações noturnas, dois nomes tiveram destaque: Anton Roos e Rui Rezende. Ambos artistas de imenso talento, que muito contribuem para nossa região. Anton, escritor luiseduardense e personagem de destaque na cena literária de LEM, lançou seu segundo livro no MMAD; a compilação de contos A Revolta dos Pequenos Gauleses. Rui Rezende é um personagem singular. Diferenciado. Exemplo de superação e tão talentoso que quase não coube no MMAD. Em pouco mais de hora e meia, discorreu sobre sua história com a fotografia e sobre o acidente que quase lhe tirou a vida. “Primeiro a organização está de parabéns por realizar um evento como este. Luís Eduardo Magalhães é uma cidade onde as pessoas que vivem aqui vieram de várias culturas e esse evento é uma possibilidade dos luiseduardenses começarem a criar sua própria cultura. É um pontapé inicial muito interessante que une vários universos culturais”, parabenizou ele.

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A declaração de Vivianne Peruzo talvez nos ajude a melhor compreender o que foi o MMAD. “Nos dias 12, 13 e 14 tive a oportunidade de participar da II edição de um dos melhores eventos que já aconteceram nesta cidade, batizado de MMAD (Mostra de Moda, Arte e Decoração), acho até que é uma sigla “pequena” para tanto significado, o MMAD é muito mais que M-M-A-D”.

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MMAD é infinitamente muito mais do que as palavras que cada letra significa ao pé da letra. É, como, também definiu Vivianne, responsável por ministrar duas oficinas gastronômicas durante o evento, “uma injeção de cultura, solidariedade e união, nunca vistos nesta cidade”. E mais: “Este, foi um dos momentos mais especiais que pude viver nos últimos anos. Raras foram às vezes que tive a oportunidade de ter minha família, igreja e amigos reunidos e engajados em um mesmo propósito”, resumiu.

E engajamento é, de fato, uma daquelas palavras mágicas e certeiras para sintetizar esta edição da mostra. De todos que participaram da organização, do sonho encabeçado pelas incansáveis e dinâmicas Dávila Kess e Mônica Zanotto, todos expositores que acreditaram no evento, apoiadores, visitantes. Não fosse pelo engajamento, cada qual a sua maneira, o MMAD não teria alcançado seus objetivos.

Pois, se aquele, já nos momentos derradeiros da mostra, acabou por se configurar como um dos mais belos dos três dias de MMAD, antes, e é preciso que sejamos francos e honestos a fim de não deixar passar nada pela teia de sonhos que acabou por se transformar essa segunda edição do evento, fomos todos surpreendidos com uma avalanche de energia positiva e flashes de felicidade plena, daquelas que costumamos guardar com carinho no lado esquerdo do peito.

O encerramento do MMAD tornou-se mais emocionante ainda com apresentação de saxofone do Dr. José Rogério, dos bailarinos da Class Escola de Dança, o teatro improvisado da Cia Teatralizando e do coral infantil e adulto da Igreja Presbiteriana do Brasil. No saldo, ainda, centenas de quilos de alimentos arrecadados durante o evento que ajudarão a alimentar 58 famílias carentes do bairro Santa Cruz.

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“Temos certeza que cada pessoa que esteve no MMAD saiu de lá com uma experiência nova, um novo aprendizado adquirido em uma oficina ou uma nova ideia que surgiu em uma palestra ou roda de conversa. A maior alegria é saber que trouxemos para a cidade um sopro de cultura, algo que tanto nos falta. Foi maravilhoso ver a união das pessoas, saber que pudemos fazer a diferença na vida de um aluno da rede pública e de qualquer pessoa que esteve por lá. O MMAD foi também um grande aprendizado para nós. Aprendemos a compartilhar; compartilhar conhecimentos, compartilhar amor, compartilhar o melhor de nós”, finalizou Dávila Kess.

Fonte: ASCOM/LEM

Alô Alô Salomão

 

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