SERVIDORES DO INSS DE BARREIRAS ADEREM GREVE DE SERVIDORES FEDERAIS

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Além dos funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), servidores federais do Ministério da Saúde, do Ministério do Trabalho, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) na Bahia também entraram em greve a partir desta terça-feira (7). Todas as categorias estão em mobilização pela campanha salarial de 2015.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social do Estado da Bahia (Sindprev-BA), Edivaldo Santana Santa Rita, os servidores pedem reajuste de 27,3%.
Os servidores reivindicam ainda incorporação de gratificações, mais concursos públicos para reposição do quadro funcional, além de plano de cargos e carreiras. A paralisação por tempo indeterminado ficou acordada em uma assembleia realizada no sábado (4).

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“A pauta de reivindicações foi entregue ao governo em março, mas somente no dia 20 de junho houve uma contraproposta, muito aquém do que os servidores pedem. Estamos com perda salarial de 27,3% e o governo sinalizou reajuste de 21%, parcelado até 2019, o que dá média de 5% ao ano”, explicou.

Segundo o Sindprev-BA, as atividades de diversos órgãos foram paralisadas. “Isso traz prejuízos à prestação de serviços à sociedade, pois a proposta de reajuste está aquém das reivindicações da categoria e a classe trabalhadora não aceita pagar pela crise econômica”, informou.

Uma nova assembleia dos servidores foi marcada para a próxima sexta-feira (10), às 14, na sede do Sindprev-BA, no bairro de Nazaré, em Salvador.

INSS

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Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na Bahia aderiram à greve nacional. De acordo com Ricardo Sampaio, coordenador do comando de greve no estado, cerca de 80% das Agências da Previdência Social (APS) estão fechadas na capital e interior. Segundo ele, pedidos de aposentadorias, salários maternidade, auxílio doença, auxílio reclusão e seguro defeso são afetados com a paralisação.

A categoria pede reajuste salarial de 27,5 % imediato, com aumento gradual durante os próximos quatro anos. Além do reajuste, os funcionários pedem melhorias nas condições de trabalho e no atendimento à população. Procurado pelo G1, o Ministério da Previdência ainda não se pronunciou sobre a paralisação dos servidores.

De acordo com Ricardo Sampaio, além da pauta de reivindicações nacional, os trabalhadores terceirizados que atuam nas agências do estado estão sem receber salário há três meses. “Nossa precarização chegou a índices insuportáveis. Os terceirizados estão vivendo às custas de arrecadação feita pelos servidores. Nossa segurança está sendo retirada no período noturno. Falta água e até papel higiênico nas unidades”, denuncia. “Queremos o fim do tempo determinado de 30 minutos para atendimento, pois prejudica diretamente a população”, completa. Os servidores do INSS na Bahia também pedem abertura de concurso público para contratação de novos profissionais.

O coordenador do comando de greve do INSS na Bahia afirmou que agências de Salvador, Lauro de Freitas, Santo Antônio de Jesus, Juazeiro, Itabuna, Vitória da Conquista, Alagoinhas, Dias D’Ávila, Candeias, Mata de São João, Esplanada, Simões Filho, São Sebastião do Passe, Feira de Santana e Barreiras estão com 80% das unidades fechadas. Segundo ele, a intenção é parar 100%.

“Não estabelecemos ainda o percentual mínimo de atendimento porque estamos aguardando negociação, mas geralmente ocorre em torno de 30% dos serviços considerados essenciais”, afirmou.

G1
Fotos: Joselia Brito
Alô Alô Salomão

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