TRANSTORNOS MARCAM O 1º DIA DE GREVE DOS BANCÁRIOS

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No primeiro dia de greve dos bancários, nesta terça-feira, 6, quem precisou fazer alguma operação enfrentou transtornos pelo fato de grande parte das agências estar fechada. Com isso, as filas em terminais eletrônicos e casas lotéricas se multiplicaram.

Aposentados que só podem sacar o benefício no caixa foram a agências, mas não conseguiram realizar transações devido à paralisação. Foi o caso de Elisângela Santos, 40, aposentada por invalidez.

“Há meses, estou lutando com isso. Recentemente, foram mais de 80 dias de greve do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social]. Só consegui finalizar o processo quando a paralisação acabou. Com os bancos fechados, vai atrasar mais”, disse.

Ela relatou ainda que nesta terça foi o dia marcado pelo gerente de uma agência na Avenida Sete de Setembro para que  começasse a receber o benefício. “Durante todo esse tempo de greves, estou comprando remédios, sem poder trabalhar, tendo diversos custos”, reclamou.

A paralisação foi iniciada após dois meses de negociações fracassadas entre trabalhadores e Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço sindical da Federação Brasileira dos Bancos (FEBRABAN).

Entre as reivindicações estão: reajuste salarial com reposição da inflação de 16%; melhorias na participação em lucros e resultados; ampliação de contratações; e melhor atendimento à população, com o cumprimento da lei dos 15 minutos (tempo máximo de espera na fila para atendimento).

Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcellos, apenas 30% da categoria que atua na compensação bancária permanecerá trabalhando. Segundo ele, a paralisação atinge todo o estado, inclusive  grandes cidades, como Vitória da Conquista, Barreiras e Ilhéus.

Negociação

Nesta quarta, 7, os grevistas fazem passeata na avenida Sete de Setembro (Mercês), com concentração e saída da sede do sindicato. Às 18h, uma assembleia avaliará o movimento e traçará estratégias, no Ginásio Esportivo dos Bancários (nos Aflitos).

Segundo Vasconcelos, a Fenaban ofereceu 5,5% de reajuste salarial aos trabalhadores, considerado incompatível com os lucros dos bancos: “Nos primeiros seis meses de 2015, os bancos tiveram lucro de R$ 36 bilhões. Eles podem atender às nossas reivindicações”.

Outra reivindicação é quanto à contratação de funcionários. “Demitiram mais de sete mil pessoas este ano em todo o Brasil. Com isso, pioram as condições de trabalho e de atendimento à população”, revelou. Segundo ele, não há nenhuma rodada de negociação prevista para os próximos dias.

A Fenaban, no entanto, informou que “continua aberta a negociações”. Ressaltou ainda que o reajuste de 5,5% está em linha com a expectativa de inflação média para os próximos 12 meses.

Destacou que a proposta apresentada aos trabalhadores prevê a participação nos lucros dos bancos, de acordo com uma fórmula que, aplicada ao salário-piso de um caixa bancário – de R$ 2.560 -, por exemplo, pode garantir até o equivalente a quatro salários.

Fonte: Jornal A Tarde

Postagem: Joselia Brito

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