Foi publicada no Diário Oficial do Estado da Bahia, no dia 30 de dezembro de 2025, a aposentadoria do delegado Dr. Francisco Carlos de Sá, encerrando oficialmente uma trajetória de 22 anos de atuação no Oeste baiano, marcada pela presença constante nas delegacias da região e por uma forma muito particular de se comunicar com a população.
Ao longo de sua carreira, Dr. Francisco assumiu a titularidade de delegacias importantes, como as de Barreiras, São Desidério e Angical, além de atuar em plantões policiais e como delegado substituto em diversas outras cidades da região.
Conhecido pela maneira incisiva de tratar temas ligados à segurança pública, o delegado ganhou notoriedade também fora do ambiente policial. Sua presença era frequente nas entrevistas concedidas à imprensa regional, especialmente após ações de grande repercussão. Nessas ocasiões, fazia questão de prestar esclarecimentos à sociedade, sempre utilizando uma linguagem direta, acessível e próxima do cotidiano da população.
Foi nesse contato constante com os meios de comunicação que surgiram expressões que ficaram conhecidas entre os ouvintes do rádio. Ao anunciar prisões, Dr. Francisco dizia que a polícia havia retirado de circulação “mais um pé de pombo” ou que o suspeito “ia vestir o abadá e ir pra engorda”, frases ditas em tom bem-humorado para se referir a indivíduos reincidentes na prática criminosa. As expressões, longe de serem interpretadas como ofensas, acabaram se tornando uma marca registrada e uma forma informal de reforçar que o trabalho policial estava sendo realizado.
Outro traço marcante de seu discurso era o tom duro ao falar sobre criminosos que insistiam em desafiar a lei. Com falas populares e firmes, o delegado costumava afirmar que a polícia iria atrás dos suspeitos onde fosse necessário. As expressões fortes eram compreendidas pelo público como uma demonstração de rigor, compromisso e intolerância com a criminalidade, e não como ataques pessoais.
Essa maneira de se expressar aproximou Dr. Francisco da população, especialmente dos ouvintes do rádio, meio de comunicação ainda muito presente no dia a dia das cidades do interior. Para muitos moradores do Oeste baiano, ele representava o delegado sem medo de “cara feia”, que falava a língua do povo e transmitia a sensação de uma polícia presente, atenta e atuante.
Com a aposentadoria oficializada no final de 2025, Dr. Francisco Carlos de Sá encerra um ciclo na Polícia Civil da Bahia deixando uma marca que vai além das delegacias: um estilo direto, popular e comunicativo, que ajudou a fortalecer a relação entre a instituição policial, a imprensa local e a comunidade ao longo de mais de duas décadas.












