O tão aguardado tira-teima entre Mangueira e Santa Luzia terminou empatado em 2 a 2, em partida realizada no retorno do futebol ao campo da Mangueira, fechando o calendário esportivo do ano com equilíbrio, rivalidade e emoção até os minutos finais.
O confronto começou com o Santa Luzia abrindo o placar, fazendo 1 a 0. A reação da Mangueira veio em seguida, com o empate em 1 a 1. A partir daí, a equipe da casa passou a demonstrar maior volume de jogo, aliando garra, organização e habilidade, e conseguiu a virada ainda no tempo regulamentar.
Quando a vitória da Mangueira parecia encaminhada, o Santa Luzia buscou forças nos oito minutos de acréscimos e chegou ao empate, dando números finais ao clássico: 2 a 2.
Mesmo com a presença de Panquinha, atleta da Seleção de Riachão, como reforço, o Santa Luzia não conseguiu sair de campo com o triunfo. Pela Mangueira, o grande destaque foi João Henrique, autor dos dois gols da equipe, ambos em finalizações de longa distância, os chamados “golaços”.
A arbitragem de Fábio Bomfim também esteve no centro das atenções. O coordenador da Mangueira, Cláudio Bomfim, questionou o tempo de acréscimo concedido.
“O juiz deu oito minutos a mais, aí o Santa Luzia empatou. A vitória era da Mangueira. Eu falei para a turma: o jogo só termina quando o juiz apita o final. Deram mole e eles empataram”, desabafou.
O árbitro rebateu as críticas e justificou a decisão:
“Acrescentei o tempo necessário porque a bola caía no milharal e demorava para ser encontrada. Como a Mangueira estava vencendo, havia essa demora. O acréscimo foi justo.”
O empate confirmou o equilíbrio histórico entre as duas equipes e encerrou o ano esportivo com um clássico à altura da rivalidade.
Foto e informações: Paulo Bomfim












