No dia 27 de março, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Câncer Colorretal, momento em que são intensificadas as ações de prevenção com a Campanha Março Azul-Marinho. O Hospital do Oeste (HO), complexo hospitalar vinculado ao Governo do Estado e administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), destaca sua preocupação e alerta para os diferentes casos atendidos na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). Para o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o crescimento deste tipo de câncer no sistema de saúde preocupa e a estimativa para este ano é de quase 54 mil novos casos no país. Ano passado, na região oeste, a Unacon realizou 16.228 atendimentos relacionados ao tratamento de câncer, incluindo casos de câncer colorretal. Vale destacar que, em 2025, foram realizados 10 procedimentos cirúrgicos mensais de câncer colorretal.
A nutricionista oncológica da Unacon, Renata Lima, observa a importância da prevenção e sinaliza que o ideal e necessário é ter uma dieta habitual composta pelo consumo de alimentos in natura e minimamente processados. “Dessa forma, estaremos mais próximos de uma alimentação rica em fontes de fibras com cereais integrais, grãos, frutas, verduras e legumes. Essas fibras são essenciais para o bom funcionamento intestinal, evitando alterações no hábito intestinal e auxiliando a eliminação, pelas fezes, de substâncias potencialmente cancerígenas”, observa.
Para o responsável técnico da cirurgia oncológica da Unacon, o médico cirurgião oncológico Rafael Leite, “esse tipo de câncer é multifatorial, porém é possível que esteja ligado, sim, à alimentação, o que implica alterações de hábito intestinal. Excessos são os grandes responsáveis por essas alterações”. Um sinal de preocupação é quando existe diarreia persistente e sangramento nas fezes, sendo estes os principais sintomas para buscar avaliação médica. “Recebemos os pacientes já com diagnóstico formado ou alta suspeita clínica. Independentemente disso, a Unacon realiza o exame de colonoscopia, o melhor procedimento para rastreio, investigação e, em algumas situações, tratamento de lesões”, observa Leite.
De acordo com a paciente da Unacon, Ildeide Brito, que está em tratamento de câncer colorretal, a descoberta foi devastadora. Ela conta que sofreu crises intensas de dores abdominais até o diagnóstico da doença. “Estava abalada pelo peso da doença, porém a equipe profissional do HO me acolheu e me deu forças para lutar. Por experiência, peço que procurem um médico quando perceber qualquer alteração em seu corpo, quanto antes descobrir, mais fácil de controlar e combater a doença. Pode ser que a pessoa não tenha o câncer, mas em um exame pode descobrir maneiras de evitar uma aparição futura da doença”, comenta a paciente.












