A Justiça da Bahia concedeu liberdade provisória à motorista Geisly da Câmara Silva, de 26 anos, presa em flagrante após o acidente de trânsito que resultou na morte da motociclista Luciene Figueiredo Nascimento, de 47 anos, ocorrido na noite de quinta-feira (2), no bairro Barreirinhas, em Barreiras.
A decisão foi proferida durante o Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça da Bahia pela juíza plantonista Wilma Alves Santos Vivas, que homologou a prisão em flagrante, mas concedeu à investigada o direito de responder ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal.
Entre as determinações impostas pela magistrada estão o comparecimento obrigatório ao juízo no prazo de cinco dias e, posteriormente, mensalmente, sempre no primeiro dia útil de cada mês, para justificar suas atividades; a proibição de deixar a comarca sem autorização judicial; recolhimento domiciliar no período noturno, das 22h às 6h, além de permanência em casa durante fins de semana e feriados; e a obrigação de manter endereço e telefone atualizados nos autos.
A decisão também estabelece que o descumprimento de qualquer uma dessas medidas poderá resultar na adoção de providências mais rigorosas, incluindo a decretação da prisão preventiva.
O acidente
O acidente aconteceu na Rua das Turbinas, nas proximidades da obra da nova ponte, no bairro Barreirinhas. Conforme as investigações iniciais, um veículo VW Virtus, que seguia pela Rua Paulo Afonso em direção à Rua das Turbinas, teria avançado a sinalização de parada obrigatória e atingido a motocicleta conduzida por Luciene Figueiredo Nascimento.
Com o impacto da colisão, a motociclista foi arremessada para o canteiro de obras da ponte. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Segundo a Polícia Militar, a condutora e um passageiro apresentavam sinais de ingestão de bebida alcoólica e foram submetidos ao teste do etilômetro, que apontou a presença de álcool no organismo. A Polícia Civil informou anteriormente que Geisly foi autuada em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor, permanecendo presa até a decisão judicial que concedeu a liberdade provisória.
Durante a perícia realizada pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), uma garrafa de gim praticamente vazia foi encontrada dentro de uma sacola plástica nas proximidades do veículo. O material foi recolhido e poderá integrar os elementos analisados durante o inquérito policial.
A Polícia Civil continua investigando a dinâmica da colisão, a responsabilidade dos envolvidos e todas as circunstâncias que contribuíram para o acidente fatal. O mérito da ação penal ainda será apreciado pela Justiça após a conclusão das investigações e eventual oferecimento de denúncia pelo Ministério Público.



















